terça-feira, 30 de julho de 2013

A família escrava nas Américas.





Mulher carregando uma criança, Trinidad, c. década de 1830.West India Scenery...from sketches taken during a voyage to, and residence of seven years in ... Trinidad. (London, 1836), plate 13. Recolhido do website Slavery Images.
Descrição: Esta imagem mostra mulher com colar no pescoço e lenço na cabeça, carregando uma criança e um pequeno cesto; ao fundo se vê algumas casas de palha, certamente locais de moradias de escravos numa plantation.



Família escrava no Suriname, c. década de 1770
 
John Gabriel Stedman. Narrative, of a Five Years' Expedition, against the revolted Negroes of Surinam . . . from the year 1772, to 1777. (London, 1796), vol. 2, facing p. 280. Recolhido do website Slavery Images.
Descrição: Na fontes, esta imagem é descrita como "Family of negro Slaves from Loango" (Família de negros escravos de Loango). O homem está carregando uma cesta contendo peixes pequenos e uma rede sobre sua cabeça; sua mulher está grávida, e carrega uma cesta de frutas, tendo um filho às costas enquanto enrola algodão num eixo e fuma cachimbo.


Batismo de um homem negro
Óleo sobre tela de F. J. Stober, 1878.
Mostra do redescobrimento: negro de corpo e alma. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.
Descrição: Padre branco batiza criança negra. Ao fundo nota-se a presença de crianças negras e índias, provavelmente uma referência ao trabalho missionário colonizador na América. Acima, anjos barrocos sacramentam a cena. Note-se também que o padre tem na mão esquerda uma bíblia, ao passo que com a mão direita banha a cabeça da criança negra, que está logo acima da pia batismal, com uma espécie de concha.



Negras novas a caminho da igreja para o batismo
Litografia colorida a mão de Jean Baptiste Debret, 1834-1839.
Mostra do redescobrimento: negro de corpo e alma. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000, p. 103.
Descrição: Mulheres negras levando crianças no colo para que estas sejam batizadas. Note-se que duas das três mulheres e o homem negro que vai a frente delas se encontram descalços. À frente dos quatro, um funcionário eclesiástico, também negro, espera à porta. Na sua mão direita segura algo semelhante a uma hóstia.


Casa de Negros
Litografia colorida a mão de Johann Moritz Rugendas
 Mostra do redescobrimento: negro de corpo e alma. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.
Descrição: Residência de familia negra mostrando seu cotidiano. Percebe-se ao fundo, no alto, a casa-grande. Nesta, na varanda, uma mulher branca observa a vida dos negros. A casa é lugar de domir, de produzir o fogo - vai daí a denominação dos domícilios. A vida social em torno do fogo inclui a fabricação de esteiras, o descanso, a brincadeira das crianças. Note-se, finalmente, que a idéia de fogo era literal: uma mulher traz, do interior da casa, uma brasa para acender o cachimbo do homem sentado à porta.


Interior de uma casa do baixo povo
Desenho aquarelado de Joaquim Candido Guillobel, 1820.
A travessia da calunga grande: três séculos de imagens sobre o negro no Brasil (1637-1899). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.
Descrição: Interior de uma casa habitada aparentemente por uma família negra . No centro do desenho encontram-se um homem e uma mulher deitados em redes, ambos fumando longos cachimbos. À esquerda uma criança em pé trabalha em um pilão. Ao seu lado, uma mulher segura criança de colo. Nota-se finalmente que a casa é coberta de palha, a qual também está presente a janela, e que a mobília reduz-se a uma pequena cômoda e as redes.



Casamento de negros de uma família ricaDesenho de Jean Baptiste Debret & Viscondessa de Portes e litografia de Thierry Frères, 1834-1839.
 A travessia da calunga grande: três séculos de imagens sobre o negro no Brasil (1637-1899). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.
Descrição: Cerimonia matrimonial entre negros. Ao centro encontram-se o padre ladeado pelos noivos. Estes estão de mãos dadas e recobertas pela estola do clérigo. Os padrinhos , todos bem vestidos, encontram-se divididos por gênero: os homens ao lado do noivo e as mulheres da noiva. Nota-se que no piso existem túmulos numerados, denotando a prática comum de se enterrar os fiéis dentro das igrejas.


Negras do Rio de JaneiroDesenho de Johann Moritz Rugendas e litografia de Maurin, 1835.
 
A travessia da calunga grande: três séculos de imagens sobre o negro no Brasil (1637-1899). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.
Descrição: Duas mulheres negras fazem transação envolvendo a compra de adereços femininos. A que está em pé, comprando - uma negra vendedeira de frutas - carrega filho às costas à maneira africana. A prática de carregar filho às costas era bastante disseminada na África e em toda Afro-América. Ela permitia à mulher negra - cuja família muitas vezes era composta por apenas mãe e filhos - ter mais autonomia em suas atividades cotidianas.



Negra do tabuleiro carregando filho às costas
Fotografia de Christiano Júnior, s/d.
 Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr. São Paulo: Editora Ex Libris, 1988.
Descrição: Posando em estúdio, mulher vendedeira de tabuleiro carrega filho às costas à maneira africana.



Retrato de família negra
Fotografia emoldurada em tecido, autor desconhecido, c. 1915-1925.
Mostra do redescobrimento: negro de corpo e alma. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.
Descrição: Família negra posa em estúdio nas primeiras décadas do século XX. A família é formada por casal e três filhos. Aparentemente, trata-se de família negra abastada, visto suas roupas e seus modos requintados.

 


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